terça-feira, 29 de maio de 2007

A busca por um novo público

Durante muitos anos não se acreditava na diversificação de público das empresas de materiais de construção.

Texto: Stéffany Santos.

Até pouco tempo, apenas lojas de bens de consumo como: eletroeletrônicos, confecções, lojas de departamento, se preocupavam em realizar campanhas publicitárias voltadas para um público específico e para datas comemorativas.
Hoje, em busca de um mercado mais amplo e de público diversificado os empresários do ramo de materiais de construção do Distrito Federal estão investindo no marketing direcionado, haja vista a campanha do mês de maio para o dia das mães, tendo como um dos slogans: “Sua mãe vai adorar um banheiro novo”. Tal campanha foi proposta pelo sindicato da área (SINDMAC), sendo usada por várias lojas; porém houve empresas que fizeram publicidades individuais para aumentar a divulgação do próprio nome.
Essa mudança no direcionamento das propagandas de materiais de construção está acontecendo porque o cliente desse seguimento também mudou; não são mais os pedreiros e mestres-de-obras e sim os próprios donos das construções, e isso se tornou o grande motivo pelo qual os empresários desse ramo passassem a investir nessa nova forma de divulgação de seus produtos e assim melhor atrair seus clientes.
O empresário Reinaldo Taveira proprietário da Casa Forte Materiais de Construção e diretor do SINDMAC, ao ser indagado a respeito de sua opinião sobre essa busca por um novo público relatou: A idéia foi buscar um mercado perdido, já que em datas comemorativas o foco das compras são shoppings, supermercados, farmácias, feiras; o que faz com que as lojas de materiais de construção sejam esquecidas, assim sendo a intenção foi produzir um material eficiente e prático que demonstrasse que materiais de construção, principalmente de acabamento, podem ser presente nessas datas. Em busca de uma melhor performance do seguimento e para torná-la diferente, optou-se por uma maior criatividade, pois, hoje o preço não é mais um diferencial, o que mudou o foco publicitário na expectativa de vendas mais espontâneas. A intenção foi trazer os clientes para dentro das lojas também nas datas comemorativas, e em outras, por meio de uma mídia diferenciada; porque, na verdade, queremos tirá-los dos shoppings, tendo a certeza de que a segunda necessidade essencial do ser humano é moradia. A mídia diferenciada entra com o papel de convencer o cliente nesse sentido e aumentar a visibilidade do seguimento que tem como público alvo principalmente as mulheres, que estão tomando as decisões definitivas na escolha de materiais de acabamento.
Foi possível perceber nas palavras do proprietário Reinaldo, que materiais de construção serão, ou voltarão a ser o novo foco na hora de presentear alguém especial. O investimento será maciço de agora em diante, levar a família para dentro dessas lojas é a meta dos empresários da área.

quinta-feira, 26 de abril de 2007

Distância entre guerra e paz

Os conflitos, infelizmente, estão a todo vapor, mas a nação pode mudar seu futuro.



Os bombardeios e os homens bomba não param.


Os números e gêneros de conflitos são incontáveis. Temos conflitos econômicos, religiosos, geopolíticos, tecnológicos, científicos e muitos outros.
Na sociedade brasileira, o conflito que mais choca e impressiona a nação é o que ocorre no Rio de Janeiro, entre os traficantes e a polícia. Como todos os outros conflitos, este atinge e prejudica mais civis do que os próprios envolvidos.
Os conflitos ocorrentes no exterior não são, apesar da distância, menos impactantes ao nosso cotidiano, pois somos diretamente influenciados por países como os Estados Unidos, detentores do monopólio comercial. Países da África Oriental e Ocidental, regiões do Congo, Somália e Sudão são palco de conflitos étnicos, por apresentarem uma enorme diversidade de povos, línguas e culturas. Há também os conflitos geopolíticos entre capitalistas e socialistas, só que esses não são os que explicam a atual situação dessas regiões. Os africanos sofreram com o tráfico negreiro por muitos séculos, e agora enfrentam um crescimento demográfico desordenado, há ainda os conflitos armados, cenas de seu cotidiano. As mulheres ali, como em todos os países que vivenciam tais confrontos, são vítimas de estupros, os quais são vistos como recompensa aos soldados após uma vitória. Algumas sofrem ataques violentos podendo ser assassinadas ou ver seus familiares morrendo. Essa violência é vivenciada também pelas mulheres que trabalham em organizações protetoras de refugiados de guerra, como afirma a conselheira do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) Florence Tercier Holst-Roness, participante de uma organização humanitária para proteger mulheres imersas em conflitos.
É sabido por todos os que dispõem do mínimo de informação, que os EUA estão causando destruição em massa no Iraque e em outros países do Oriente Médio, os quais eles acreditam oferecer ameaças nucleares. Porém tudo não passa de suposições. É do conhecimento de todos que esses conflitos, passaram a ser mais notórios após os atentados de 11 de setembro. O governo dos EUA não satisfeito com toda a destruição que já causou, ainda quer mais: está indo contra uma Resolução do Conselho de Segurança da ONU, planejando atacar o Iraque para que este se desarme pela força. Só que advogados britânicos estão pretendendo processar o Ministro Tony Blair por crime de guerra, caso os EUA ataquem o Iraque sem autorização da ONU, a qual poderá se tornar dispensável se continuar sendo ignorada pelos EUA e seus aliados. Os EUA, além de tudo, também mantêm funcionando um presídio que faz uso de torturas para obrigar prisioneiros de guerra, nem sempre capturados em conflitos, assumirem que são terroristas.
Assim como os advogados britânicos, todos os indivíduos de uma nação deveriam tomar atitudes, cabíveis a cada um, para que esse ciclo de violência seja rompido. Para isso, as mudanças têm que começar dentro de casa, os pais devem educar seus filhos em um caráter mais humanitário e com mais amor, para que as crianças não se sintam rejeitadas e se tornem adultos bem resolvidos, para que não procurem na violência soluções para seus problemas. Em relação a conflitos geopolíticos, a nação deveria ser educada desde o berço para não ter descriminação com outras nações ou raças, devendo todos terem os mesmos direitos e oportunidades, para que ninguém queira tirar do outro o que não pode ter. É preciso aprender a viver com as diferenças passando a resolver todo tipo de problema com diálogo e não com armas de fogo, pois isso apenas coloca uma barreira maior entre cada um.